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Comentários sobre o Relatório de Estabilidade Financeira - Abr/2019

• Em um cenário constituído por uma lenta recuperação da atividade econômica e condições mais adversas para o fluxo de capitais para emergentes, o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao segundo semestre de 2018 constatou a elevação da rentabilidade do sistema. No ano, o ganho na lucratividade atingiu níveis pré-crise, advindo da redução das despesas de provisão, queda do custo de captação e ganhos de eficiência operacional.

• Com a acomodação do nível de despesas de provisão e do custo de captação, o regulador espera que o ritmo de alta da rentabilidade perca força. Nesse sentido, há a tendência de aumento da proporção de crédito para pessoas físicas e pequenas e médias empresas nos portfólios das instituições financeiras, o que já pode ser observado na velocidade de crescimento dessas carteiras. 

• O sistema bancário dispõe de capital robusto, em nível e qualidade, plenamente aderente às regras prudenciais e com capacidade para suportar uma eventual retomada mais significativa da demanda por crédito. Mesmo com a plena implementação de Basileia III, os indicadores de capitalização e de alavancagem continuam significativamente superiores aos requeridos pela regulação.

• Em 2018, o crescimento do endividamento para pessoas jurídicas no mercado de capitais superou o do crédito bancário. Não obstante, o crédito bancário às empresas interrompeu um período de dois anos e meio de taxas negativas de crescimento. Simultaneamente, a despeito do elevado volume de ativos problemáticos na carteira de crédito para empresas de grande porte, constatou-se a redução dos riscos para a estabilidade financeira.

• A ligeira recuperação no mercado de crédito não implicou em elevação do risco de liquidez. O Índice de Liquidez de curto prazo do sistema atingiu o melhor nível desde 2012. O aumento decorreu dos efeitos combinados da elevação do valor de mercado dos ativos líquidos e da redução do fluxo de caixa estressado. Em razão do baixo ritmo de concessão de crédito e da redução do prazo das carteiras, do leve crescimento do capital e das captações de varejo com vencimento acima de um ano, o Índice de Liquidez Estrutural eleva-se por aproximadamente três anos, mitigando o risco no longo prazo.

• Os resultados dos testes de estresse de capital confirmam a resiliência do sistema bancário, que se mostra capaz de absorver as perdas estimadas em todos os cenários simulados. Testes em cenários estressados para as variáveis desemprego, juros, câmbio, inflação, atividade econômica e juros americanos indicam que os ativos problemáticos atingiriam, no pior cenário, menos de 10% do total da carteira de crédito, o que implicaria uma necessidade adicional de capital inferior a 1% do Patrimônio de Referência (PR) agregado. A sensibilidade a choques no risco de crédito indicou que, na situação mais extrema analisada, com 18,1% de ativos problemáticos, equivalente a mais do que o dobro do maior valor observado na série histórica, haveria necessidade de capital equivalente a 2,9% do PR do sistema.

 
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