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Termômetro do Crédito - Pronampe alavancando o crédito PJ

* Em julho, o saldo das operações de crédito fechou com crescimento de 11,3% a.a. (9,9% a.a. jun/20), mantendo sua trajetória de aceleração, com altas de 15,0% a.a. para PJ e de 8,5% a.a. para PF. Na abertura por fonte de recursos, as operações com RL cresciam 16,1% a.a. e as com RD 5,1% a.a. A performance positiva deveu-se aos empréstimos para PJ, com papel significativo das linhas do Pronampe.
 
* Embora ambas carteiras tenham apresentado aceleração da expansão a partir de fev/20, a das instituições financeiras públicas exibiram variação mais significativa de 6,6 p.p ante 0,7 p.p. das privadas nacionais e estrangeiras, ainda que as privadas nacionais e estrangeiras continuem a apresentar ritmo de crescimento mais intenso (16,6% a.a.).
 
* Situações de caráter excepcional, como a liberação das operações de crédito emergencial com apoio governamental e a demanda precaucionária das PJ por crédito em mar/20, impactaram a trajetória dos novos empréstimos para este segmento. Para PF, já se observou uma retomada das concessões dessazonalizadas a partir de mai/20.
 
* Os esforços para que os recursos dos novos empréstimos cheguem às micro, pequenas e médias empresas (MPMe) produziram efeitos. Na comparação com fev/20, o saldo das operações com as MPMe cresceu 13,7% e o das grandes empresas 9,7%. A inadimplência média das MPMe reduziu-se em -1,1 p.p. em relação a fev/20, encerrando em 2,7% e a parcela entre E e H no total do crédito caiu no período -0,8 p.p. para 8,7%.
 
* Em julho, a taxa de inadimplência da carteira total com RL foi de 3,5%, com redução de -0,3 p.p. em relação a fev/20. Nas modalidades para PF, o índice ficou em 5,1% (5,0% em fev/20). Já para PJ, o indicador de inadimplência encerrou em 1,8% (2,3% em fev/20). O pagamento do auxílio emergencial para as PF e o crescimento do crédito para PJ com a crise ajudam a conter a elevação da taxa de inadimplência das carteiras.
 
* Com o crescimento do crédito para PF e a desaceleração da variação anual da massa salarial ampliada disponível (MSAD12m), o endividamento total das famílias fechou junho em 46,7%, com alta de 1,1 p.p. em relação a fev/20. Desconsiderando-se o crédito habitacional, a alta em relação a fev/20 é de apenas 0,4 p.p., o que sinaliza uma expansão mais acelerada do financiamento imobiliário no endividamento das famílias.
 
* Momentaneamente, a transferência elevada de recursos para as famílias, por meio do auxílio-emergencial e os programas de crédito para PJ e para a preservação de empregos têm impedido uma deterioração relevante do indicador de comprometimento da renda com endividamento, porém esta tendência poderá ser revertida com o fim dos estímulos governamentais.
 
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