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Recuperando a Confiança

Em seu último comunicado oficial, o Comitê de Política Monetária divulgou a manutenção da taxa Selic em 13,75% a.a. e aventou a possibilidade de reduzi-la no próximo encontro. Contudo, pelo fato que o ambiente macroeconômico permanece cercado por incertezas, preferiu acompanhar a evolução do cenário para definir os próximos passos. Apesar da senha para a queda na próxima reunião, há uma aparente dissonância de diagnóstico entre as autoridades econômicas.

Enquanto o Banco Central posterga a decisão de reduzir a taxa de juros básica, o ministério da Fazenda sanciona uma nova rodada de medidas com o alívio fiscal da ordem de R$ 8,4 bilhões de reais, na qual inclui: novas alíquotas do Imposto de Renda para a pessoa física, a redução do IOF das operações de crédito com as pessoas físicas, a redução do IPI para automóveis e o empréstimo de US$ 20 bilhões das reservas internacionais para empresas com compromissos em moeda estrangeira.

Que causas responderiam pelo fato de que a política monetária não acompanhar, neste momento, o movimento das diversas autoridades monetárias pelo mundo afora? Haveria um otimismo exagerado da autoridade monetária no que se refere a um avanço da economia em um ritmo mais rápido do que a sua potencialidade, ainda que o risco deflacionário dos países ricos esteja cada vez mais próximo?
Everton P S Gonçalves - Assessor Econômico - ABBC - Associação Brasileira de Bancos
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